Sybila · Sobre
Sobre
Um site de tarô que trata as cartas como sistema de símbolos, e lê cada uma pelo que está efetivamente desenhado nela. Cada elemento foi conferido, um por um, na gravura de 1909 e no guia que acompanha este baralho desde 1910.
O que você encontra aqui
Uma leitura escrita para a sua pergunta. Você escreve o que quer entender, escolhe quantas cartas, paga, e só então corta o baralho e vê as cartas saírem.
Uma segunda porta, para quem já tem baralho em casa: você embaralha, corta e tira do seu jeito, informa quais cartas saíram e em que ordem, e a leitura vem por elas. O ritual continua sendo seu.
E as leituras pagas, escritas na hora a partir da pergunta que você escreveu, em três formatos, honestamente diferentes entre si. Três cartas, para uma pergunta direta, porque uma carta responde a um recorte, três mostram o movimento, e é na relação entre elas que a leitura mora. A ferradura, para quando a situação tem gente envolvida, sete cartas em arco, com o que age sem aparecer e o que está ao seu alcance. E a leitura ampliada, para quando a questão é maior que uma pergunta, dez cartas em cruz celta, em página feita para imprimir e guardar.
E a assinatura, o único formato que se repete. Todo dia chega uma carta, com um texto sobre o que ela diz e um fio que a liga à carta do dia anterior. Toda semana, uma leitura personalizada de três cartas para a sua pergunta. No sétimo dia chega a análise da sua primeira semana. Depois, a análise da semana aos domingos e a síntese do mês. Os primeiros sete dias são grátis. Depois, a cobrança é mensal e automática até você cancelar na sua conta no site, na hora.
Como a leitura é escrita
A leitura completa é escrita na hora, por um modelo de linguagem, a partir da sua pergunta, do contexto que você contar e das cartas que saíram. Isso está dito antes da compra, na tela da compra, dentro da leitura e no rodapé do e-mail. É por ela ser escrita assim que fica pronta a qualquer hora do dia, em vez de chegar em um ou dois dias, como chega uma leitura por e-mail escrita à mão. Depois do pagamento, as cartas saem todas abertas, e a Sybila faz de três a cinco perguntas curtas sobre você, uma de cada vez, que podem ser puladas. Só então a leitura é escrita. Contando as perguntas e a escrita, são alguns minutos.
O que ele recebe é limitado de propósito, e é aí que mora a diferença. Para cada carta sorteada vai uma ficha curta, com o que está desenhado na gravura, conferido elemento por elemento, e com o que a tradição diz dela. É por ela que ele sabe da mão que sai da nuvem no Ás de Copas, dos três bastões fincados no chão do Três de Paus e das nove espadas deitadas em fila no fundo escuro do Nove de Espadas, atrás de quem está sentado na cama com o rosto coberto. E esse último detalhe é o que permite à leitura falar de pensamentos que se enfileiram e tiram o sono. Vão junto a sua pergunta e o que você contou na mesa.
A ficha existe porque um modelo de linguagem inventa, com toda a segurança, detalhes de gravura que parecem certos e não estão lá, e uma carta descrita errada arruína a leitura inteira. Por isso o desenho de cada carta entra inteiro na ficha, que traz anotados também os erros de desenho a evitar naquela carta, e a frase da leitura que repete um deles volta para ser reescrita antes de a leitura sair.
A conferência do desenho é uma das verificações pelas quais o texto passa antes de chegar até você. Outras olham se a leitura tem todas as partes e se as cartas são as da sua tiragem, e uma delas procura a frase que dá como certo o que ainda não aconteceu, com data ou desfecho, e a manda reescrever. Se, mesmo depois disso, a leitura continuar com uma carta trocada ou sem uma das partes, ela não é entregue. Uma pessoa daqui olha o que deu errado, e se em dois dias não houver leitura pronta, o valor volta por inteiro, sem você precisar pedir.
Em que isto está fundamentado
As 78 ilustrações são de Pamela Colman Smith, publicadas por William Rider & Son em 1909. É o baralho de tarô ilustrado mais conhecido que existe, e muitos dos baralhos que vieram depois partem do desenho dela. É sobre esse desenho que a leitura fala.
A parte que vem do guia sai de The Pictorial Key to the Tarot, de A. E. Waite, 1911, a edição ilustrada do guia que acompanha o baralho desde 1910. Quem o escreveu foi quem encomendou o baralho e especificou o que cada carta deveria mostrar. É a fonte primária, com duas ressalvas que ela mesma exige. A primeira é que, em alguns pontos, ele descreve o que queria, e Pamela Colman Smith desenhou outra coisa; onde isso acontece, a página da carta diz. A segunda: o livro descreve as cartas sobretudo na Parte II, e desigualmente. Em muitas ele fala do sentido e quase não fala do desenho, e o que falta vem da gravura, marcado como observado.
Desse guia foram extraídos os elementos visuais de cada carta, um a um, cada um com a citação original em inglês e a seção de onde saiu registradas junto. Onde o guia se cala e a gravura mostra algo evidente, o elemento entra marcado como observado na gravura, não como citação do guia. É esse conjunto que o gerador recebe, e é contra ele que a verificação roda.
Em duas cartas o guia quase não descreve a imagem, e o site avisa na própria página. Da Justiça, o guia anota um detalhe do desenho e mais nada: que ela está sentada entre dois pilares, como A Sacerdotisa está entre os dela. Iguais é que eles não são. Na gravura, os da Justiça são dois blocos de pedra lisos, e os da Sacerdotisa são um preto e um branco, com uma letra pintada em cada; e o próprio guia fecha o verbete dizendo que os pilares de uma abrem para um mundo e os da outra para outro. Da Torre não registra nem isso: dá o título de torre atingida pelo raio, conta a tradição de Nimrod e menciona as duas pessoas que caem. Em vez de preencher com iconografia lembrada de memória, que é exatamente a falha que este método existe para evitar, o que falta nelas vem da gravura, marcado como observado, e a página de cada uma avisa. Uma lacuna declarada vale mais que uma invenção bem escrita.
A leitura em si segue a prática de quem lê bem: a pergunta é reformulada quando pede reformulação, o site pergunta sobre o que você trouxe antes de escrever, em vez de adivinhar, as cartas são lidas pela relação entre elas e não uma a uma, e o que você contou aparece atribuído a você, nunca devolvido como se as cartas tivessem revelado.
O guia de 1911 é o ponto de partida do significado. O tarô ganhou mais de um século de leitura escrita depois dele, e parte do que estas páginas dizem sobre cada carta vem dessa leitura mais nova, contada com palavras nossas.
O que este site não faz
Não garante o que as cartas apontam. Quando você faz uma pergunta, a leitura responde logo no começo. Se a pergunta é de sim ou não, ela diz se as cartas pendem para o sim ou para o não, sempre como possibilidade, e aponta a carta que mostra do que isso depende. Se você pergunta quando alguma coisa acontece, como “quando vou mudar de emprego?”, a leitura põe as coisas em ordem, o que chega primeiro e o que chega depois, e não dá data. A leitura é escrita e conferida para não dar como certo o que ainda não aconteceu. Há casos em que ela não responde desse jeito, e eles vêm logo abaixo.
Não dá diagnóstico, prognóstico de saúde, resultado financeiro nem desfecho jurídico. Se a sua pergunta tocar em saúde, morte, processo na justiça, dívida, empréstimo ou investimento, a leitura não diz para que lado as cartas pendem e, se a pergunta for de quando, não põe as coisas em ordem. Ela fala do que você sente diante do assunto e lembra que, para decidir, vale ouvir quem é da área, um médico, um advogado, um profissional de finanças. E se a pergunta pedir que as cartas decidam por você, como fazer ou não o exame, aceitar ou não o acordo, pegar ou não o empréstimo, o site avisa antes de cobrar e oferece outra pergunta, que as cartas podem ler. Se você ficar com a sua, a leitura é escrita só a partir das cartas, e a inteligência artificial que a escreve não chega a ver o que você perguntou. Isso está nos termos de uso, na seção 3.
Não lê o que outra pessoa sente ou pensa. Se você pergunta o que outra pessoa sente, como “ele me ama?”, a leitura não responde sim nem não, e fala de você, do que você sente e do que está ao seu alcance, e de como a relação aparece nas cartas. Se a pergunta é de sim ou não sobre o que a outra pessoa vai fazer, como “ela vai responder minha mensagem?”, a leitura diz para que lado as cartas pendem e do que isso depende, sem dar a decisão dessa pessoa como certa.
Não vende remoção de maldição, limpeza de energia ou qualquer serviço parecido. Nunca, em nenhuma versão, nem como brincadeira de anúncio.
Não usa urgência fabricada. Sem contagem regressiva, sem "últimas vagas", sem sequência diária, sem selo de escassez.
Não é produto para menores de 18 anos.
Se você estiver passando por algo pesado
Quando o que você escreve tem sinal de sofrimento agudo, o site para antes das cartas, mostra o contato do CVV e não mostra a oferta paga naquela tela. Isso não é uma cortesia: é o desarme de um incentivo perverso, porque um produto assim fatura mais quanto mais assustada a pessoa estiver. A regra está no código, não na boa vontade.
O CVV (Centro de Valorização da Vida) atende de graça e em sigilo. O 188 atende 24 horas, todos os dias; o chat em cvv.org.br tem horário próprio, mais curto, publicado na página deles. Se o risco for imediato, é 192 ou a emergência mais perto de você.
As imagens
As 78 ilustrações estão em domínio público no Brasil pelo artigo 41 da Lei 9.610/98, porque a autora morreu em 1951, e nos Estados Unidos por terem sido publicadas em 1909, há mais de 95 anos. Usamos os escaneamentos das cartas originais, não as recolorizações posteriores, que têm direitos próprios.
Quando a ilustração de alguma carta não estiver disponível, no lugar dela aparece um emblema geométrico desenhado em código. É reserva, não enfeite.
Quem responde
Um endereço de e-mail no próprio domínio, respondido por uma pessoa. Está no rodapé de todo e-mail de compra e no rodapé de todas as páginas, junto do CNPJ e do endereço físico de quem responde por este site, que o Decreto 7.962/2013 manda publicar. É por ali que se pede qualquer coisa.